Quanto custa um aplicativo para condomínio? A resposta honesta é que não existe um preço de tabela que sirva para todos. O valor depende de quais módulos o prédio vai usar, de quantas unidades e quantos condomínios entram, das integrações, da publicação nas lojas com nome e ícone próprios, da implantação e da manutenção ao longo do tempo. Na InApps, o orçamento é sob medida, conforme módulos, número de condomínios e publicação nas lojas. Este guia mostra o que pesa em cada item e como pedir propostas que deem para comparar.
Por que não existe preço fixo para aplicativo de condomínio
Dois condomínios com o mesmo número de apartamentos podem ter necessidades muito diferentes. Um prédio de 40 unidades sem porteiro precisa de comunicados, boletos e reservas. Um condomínio clube com quatro torres precisa também de portaria digital, controle de encomendas em volume, várias áreas reserváveis e permissões por bloco. Uma administradora quer tudo isso multiplicado pela carteira, com um painel que mostre, prédio a prédio, onde há gente esperando atendimento.
Os modelos de cobrança também variam: um fornecedor pode cobrar por unidade, por condomínio, por módulo ou por projeto, com ou sem taxa de implantação. Por isso, comparar só o número final de duas propostas costuma enganar. O que precisa ser comparado é o escopo: o que entra, o que fica de fora e o que é cobrado à parte.
O que pesa no orçamento de um app para condomínio
| Fator | Por que pesa | O que definir antes |
|---|---|---|
| Módulos | Cada módulo tem telas para morador, portaria e gestão, além de regras e suporte próprios. | Quais problemas resolver primeiro e quais podem esperar. |
| Unidades e condomínios | Mais unidades significam mais cadastros, convites e atendimento. Mais condomínios exigem dados separados e painel de carteira. | Número de unidades, blocos e condomínios, hoje e daqui a um ano. |
| Integrações | Banco, portaria remota, controle de acesso e armários pedem análise técnica e testes com terceiros. | Quais sistemas e equipamentos o condomínio já usa e em que contrato. |
| Publicação nas lojas | App com nome e ícone próprios exige contas de desenvolvedor, revisão das lojas e atualizações. | Qual marca vai aparecer: a do condomínio ou a da administradora. |
| Implantação | Cadastro de unidades, convites, configuração das regras e treinamento da equipe. | Quem vai operar no dia a dia e qual é o prazo desejado. |
| Manutenção e evolução | Lojas e sistemas mudam, falhas precisam ser corrigidas e o produto precisa melhorar. | Como funciona o suporte e o que está incluso na evolução. |
Módulos: comece pelo que dói
Quanto mais módulos, maior o escopo. Um caminho sensato é começar pelos que resolvem a dor principal, como comunicados, encomendas e reservas, e ampliar depois. Pergunte também o que já está pronto e o que ainda está em lançamento. Na InApps, por exemplo, os boletos em PDF por unidade já estão no ar, enquanto o financeiro com Pix e negociação de débito está chegando.
Unidades, blocos e carteira de condomínios
Para um síndico, o número de unidades é o dado principal. Para uma administradora, o número de condomínios pesa mais, porque cada prédio precisa de dados separados, regras próprias e permissões específicas. Uma plataforma multi condomínio permite, por exemplo, publicar o mesmo comunicado em vários prédios de uma vez e acompanhar a carteira inteira num painel só.
Publicação nas lojas com nome e ícone próprios
Ter o app na Google Play e na App Store com a marca do condomínio ou da administradora envolve mais do que um logotipo. Na Apple, a inscrição como organização exige uma pessoa jurídica com número DUNS, e o nome dessa organização aparece como vendedor do app na loja; o programa tem anuidade (Apple Developer). No Google, a conta de desenvolvedor pode ser pessoal ou organizacional e tem uma taxa de inscrição única (Ajuda do Play Console).
Há ainda uma regra que afeta apps com a marca do cliente: a Apple rejeita apps criados a partir de modelos comerciais quando não são enviados diretamente por quem fornece o conteúdo do app (diretriz 4.2.6). Na prática, isso gera perguntas que entram no orçamento: em qual conta o app será publicado, quem paga as taxas das lojas e quem cuida das revisões e das atualizações obrigatórias.
Implantação
Implantação é o trabalho de colocar o prédio para rodar: cadastrar unidades e moradores, configurar regras de reserva e prazos de encomenda, definir permissões e treinar portaria e zeladoria. Convites em lote, com código impresso por unidade, e um tutorial no primeiro acesso aceleram a adesão e reduzem os pedidos de ajuda nas primeiras semanas.
Manutenção e evolução
Um aplicativo não termina no lançamento. Os sistemas dos celulares mudam, as lojas atualizam regras e o condomínio pede melhorias. Pergunte o que está incluso: correções, atualizações exigidas pelas lojas, novos recursos e testes de segurança. Na InApps, a plataforma evolui em entregas contínuas (mais de 90 até aqui), e cada entrega passa por mais de 1.000 verificações automáticas.
Como pedir um orçamento de aplicativo para condomínio
Quanto mais claro o pedido, mais precisa a proposta. Antes de falar com qualquer fornecedor, reúna:
- 01
Os números do prédio ou da carteira
Unidades, blocos, número de condomínios e quantas pessoas trabalham na portaria e na zeladoria.
- 02
A lista de problemas
O que mais gera reclamação hoje. Isso define os módulos prioritários.
- 03
A marca
Se o app vai sair com o nome do condomínio ou da administradora, e se já existem contas de desenvolvedor nas lojas.
- 04
O que já existe
Banco, sistema financeiro, portaria remota, controle de acesso e armário de encomendas.
- 05
Prazo e responsáveis
Quando o app precisa estar no ar e quem vai operar e aprovar as configurações.
Com isso em mãos, dá para pedir um orçamento que já sai com escopo definido. Se o projeto tiver regras muito específicas, veja como funciona o desenvolvimento sob medida.
Perguntas para fazer a qualquer fornecedor
- Quais módulos estão no ar hoje e quais ainda estão em desenvolvimento?
- O app sai nas lojas com o nome e o ícone do condomínio? Em qual conta de desenvolvedor?
- Quem paga as taxas da Apple e do Google e quem cuida das atualizações exigidas por elas?
- Como os dados de um condomínio ficam separados dos dados dos outros?
- Quem é o controlador e quem é o operador dos dados, nos termos da LGPD?
- O fornecedor usa os dados para publicidade ou compartilha com parceiros?
- O que está incluso na implantação e quanto tempo ela leva?
- Como funciona o suporte: canais, horários e prazos de resposta?
- Quais integrações existem hoje e como é avaliada uma integração nova?
- Se o condomínio encerrar o contrato, como recebe os dados de volta?
Custos que não aparecem na primeira proposta
Algumas despesas costumam ficar fora da conversa inicial e aparecem depois. Pergunte por elas antes de assinar:
- Migração de dados. Trazer cadastros, histórico e documentos do sistema anterior.
- Homologação bancária. A troca de arquivos de cobrança com o banco exige testes que costumam levar semanas.
- Treinamento na troca de turno. Porteiros e zeladores mudam, e alguém precisa treinar quem chega.
- Taxas das lojas. Anuidade da Apple e inscrição no Google, quando o app é publicado em conta própria.
- Saída do contrato. Exportação de dados e prazo de transição, caso o condomínio troque de fornecedor.
Quem paga o aplicativo: o condomínio ou a administradora?
Depende do modelo. Quando o app é contratado pelo condomínio, a despesa entra na previsão orçamentária, que a assembleia aprova todo ano junto com as contribuições e a prestação de contas, como prevê o art. 1.350 do Código Civil. Quando a administradora oferece o app com a própria marca para toda a carteira, ele pode fazer parte do serviço que ela presta. Confira a convenção e o contrato e, em caso de dúvida, consulte um advogado.
Para quem administra vários prédios, a conta muda de figura: um app com a marca da administradora, publicado uma vez e usado por toda a carteira, também é ferramenta comercial. Veja mais em app white label para administradora de condomínios.
Perguntas frequentes
Quanto custa um aplicativo para condomínio por mês?
Não há um valor único. O custo varia com módulos, número de unidades e de condomínios, integrações e publicação nas lojas. Na InApps, o orçamento é sob medida, montado a partir desses pontos.
Existe aplicativo para condomínio grátis?
Existe. Antes de adotar, confira de quem é a marca do app, como o serviço se sustenta e o que acontece com os dados dos moradores. Veja os critérios em melhor aplicativo para condomínio.
Quanto custa ter um app com o nome do condomínio na App Store e na Google Play?
Além do projeto, entram as contas de desenvolvedor das lojas (a Apple cobra anuidade e o Google, uma inscrição única) e o trabalho de publicação e atualização. Na InApps, a publicação nas lojas é um dos itens do orçamento sob medida.
O que perguntar antes de contratar um aplicativo para condomínio?
Quais módulos estão no ar, em qual conta o app será publicado, quem é o controlador dos dados, como funciona o suporte e como os dados voltam ao condomínio se o contrato acabar.